Entre a pedalada e a banguela: gerenciamento financeiro e folgas orçamentárias nos fundos públicos estaduais

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Resumo

Este estudo investiga como a folga orçamentária dos fundos públicos, em anos eleitorais, influencia o fluxo de caixa financeiro dos estados brasileiros, considerando as práticas de gerenciamento financeiro adotadas no setor público. Foram utilizados dados de 2013 a 2024 extraídos do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), aos quais se aplicou análise de regressão com dados em painel para testar duas hipóteses: (H1) gestores estaduais utilizam os fundos públicos para constituir folgas orçamentárias em anos não eleitorais; e (H2) intensificam essa prática em anos eleitorais. A proxy de gerenciamento financeiro foi construída a partir do desvio proporcional absoluto entre os valores orçados e executados nos fundos públicos. Os resultados indicam que as variáveis anos eleitorais, variação de caixa e folga orçamentária dos fundos apresentam associação significativa com o gerenciamento financeiro, corroborando ambas as hipóteses. As evidências apontam para práticas estratégicas de gestão fiscal, tanto pela ação ativa (a “pedalada”), voltada a melhorar indicadores em contextos de escassez ou pressão política, quanto pela inércia (a “banguela”), observada em cenários de liquidez confortável. As conclusões dialogam com a Teoria dos Ciclos Políticos, a Teoria da Sinalização e a Teoria Comportamental, destacando que o uso político das folgas orçamentárias pode comprometer a transparência, a accountability e a sustentabilidade fiscal.

Biografia do Autor

  • Rômulo Benício Lucena Filho, Universidade Federal da Paraíba
    Mestre em Administração na Universidade Federal de Campina Grande-PB, PPGA/UFCG. Mestrando em Ciências Contábeis na Universidade Federal da Paraíba, PPGCC/UFPB. Especialista em Auditoria e Perícia Contábil pela Faculdade Descomplica. Bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Estadual da Paraíba (2018), Graduação em Andamento em Administração pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Professor na área de Administração e Ciências Contábeis na Faculdade Maurício de Nassau. Professor Substituto na Universidade Federal de Campina Grande - CCJS/UFCG. Pesquisador Membro do Laboratório de Análises e Estudos do Comportamento do Consumidor (L@EC/UFCG). Atuou como Bolsista da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba FAPESQ/CAPES - (2021-2023). Exerceu atividades como instrutor educacional - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - PB (SENAC-PB) e serviços contábeis de forma Autônoma. Atuou como Chefe da Unidade Setorial de Finanças e Planejamento do Governo do Estado do Rio Grande do Norte e no presente momento exerce atividades docente na UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA (UEPB). Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Ciências Contábeis.
  • Lauro Vinicio de Almeida Lima, Universidade Federal da Paraíba

    Com experiência profissional e acadêmica no campo tributário, sob a perspectiva jurídica e contábil, nos setores público e privado, possui doutorado e mestrado em Ciências Contábeis, MBA em Controladoria e Finanças, especializações em Direito Tributário, Contabilidade, Perícia e Auditoria, graduações em Ciências Contábeis e Direito e licenciaturas em Matemática e Letras com Habilitação em Inglês. Atualmente é professor do Programa de Pós-graduação em Ciências Contábeis da Universidade Federal da Paraíba (PPGCC/UFPB, na Escola de Administração Tributária (ESAT) e Centro Universitário da UNIESP e exerce o cargo de Auditor Fiscal Tributário da Secretaria da Fazenda do Estado da Paraíba.

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Publicado

2026-08-03

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Lucena Filho, R. B., & Vinicio de Almeida Lima, L. . (2026). Entre a pedalada e a banguela: gerenciamento financeiro e folgas orçamentárias nos fundos públicos estaduais. Revista De Administração E Contabilidade Da UNIFAT, 18(1). https://reacfat.com.br/reac/article/view/458